Alguns casos de desenvolvimento, reestruturação e recuperação empresariais para exemplificação da atuação e foco da Strategos - Strategy & Management
- CONSULTIVO / ESTRATÉGICO
- GESTÃO INTERINA
- PROFISSIONALIZAÇÃO / GOVERNANÇA / CONSELHO
1. PARA ACIONISTAS
- CONSULTIVO / ESTRATÉGICO
- GESTÃO INTERINA
- GESTÃO INTERINA PARA DESINVESTIMENTO
- GESTÃO INTERINA + PROFISSIONALIZAÇÃO / CONSELHO
- GESTÃO INTERINA + RECUPERAÇÃO JUDICIAL
2. PARA CREDORES
- GESTÃO INTERINA
3. PARA INVESTIDORES
- GESTÃO INTERINA

CONSULTIVO / ESTRATÉGICO
Uma das maiores empresas do ramo têxtil, calçadista e esportivo, de capital aberto, ainda operava dentro de antiga estrutura organizacional e operacional. Tendo seu acionista controlador deliberado duplicar seu porte nos próximos 10 anos, a questão que se colocava era definir quais alterações deveriam ser implementadas para propiciar esse salto. Contratada para desenhar esta solução, a Strategos buscou diversos aliados complementares e integrantes da Orchestra - Soluções Empresariais. Depois de profunda e detalhada análise e avaliação da estrutura organizacional e operacional da empresa nos seus aspectos industriais, comerciais, financeiros, de sistemas, humanos, estratégicos, decisórios e concorrenciais, envolvendo suas diversas unidades fabris, de pesquisa e desenvolvimento e lojas, desenhou-se um plano de ação composto essencialmente das seguintes medidas:
Fechamento de duas fábricas, com transferência de suas atividades para unidades em outros estados.
Junção e centralização de 3 centros de pesquisa e desenvolvimento num único, localizado no principal pólo tecnológico em questão.
Aquisição do principal concorrente no Brasil.
Ampliação das exportações de artigos esportivos, a partir de aquisição de marca esportiva internacional.
Reestruturação organizacional com mudança de algumas lideranças.
Todas as ações sugeridas já foram implantadas e a empresa está próxima de atingir seu objetivo de duplicação.
Holding controladora de importante conglomerado industrial, comercial e de serviços buscava permanentemente novas oportunidades de investimento. A Strategos foi contratada para analisar, conduzir a due dilligence, avaliar e negociar estas operações. Como resultado, realizou-se a aquisição de 3 fabricantes de calçados, uma concessionária de veículos, uma empresa de consórcio e uma empresa no exterior, distribuidora de calçados.
Tradicional e bem sucedida
instituição de ensino primário, secundário e médio, com 2 unidades
e vários mil alunos, era dirigida por um grupo de sócios
fundadores, todos eles professores, sendo estruturada na prática
como uma cooperativa ou "sociedade de trabalho". A qualificação
gerencial não era uniforme e os sócios estavam preocupados em como
assegurar a perpetuidade da instituição, após uma inexorável e
gradativa aposentadoria e retirada dos membros cujas idades
variavam de 45 a 65 anos. A estabelecida regra de a instituição
adquirir as quotas era inexeqüível por limitações financeiras e
porque isto extinguiria a sociedade ao longo do tempo. Tornar as
quotas hereditárias certamente desfiguraria a lógica da sociedade
de trabalho.
A Strategos foi contratada para
construir uma solução para a demanda e preocupação dos sócios. Com
adequado suporte jurídico-fiscal-societário da
Orchestra - Soluções Empresariais, uma
reestruturação organizacional e societária foi implantada,
respaldada por competente acordo de acionistas, regulando aspectos
de gestão e qualificação para os cargos diretivos, saída e entrada
na sociedade em termos de valor, perfil, direitos de veto,
definições estratégicas de atuação, etc. Sem prejudicar a
identidade e foco educacional qualitativo, montou-se adequada
profissionalização baseada em boas e internacionais boas regras e
práticas de Governança Corporativa. A instituição expandiu-se em
50% nos últimos três anos.
A Strategos foi contratada pelo BID para lhe dar subsídios e recomendações quanto à viabilidade e riscos inerentes a projeto de expansão de usina de açúcar e álcool no Brasil, bem como para avaliar a qualidade das práticas de boa Governança Corporativa do grupo empreendedor que buscava financiamento e aporte de capital societário junto ao banco. Através de equipe composta de profissionais seniores da própria Strategos auxiliada por especialistas agrícolas e de cana de açúcar trazidos do exterior (Hawaii e Caribe), elaborou-se avaliação do projeto, da empresa e do grupo econômico, inclusive com recomendação expressa dos "covenants" organizacionais, operacionais, jurídicos e de garantias que deveriam ser exigidos como condicionantes do eventual empréstimo e investimento.
Diante da decisão da maior empresa americana fabricante de equipamentos de ordenha e tanques para armazenamento e refrigeração de leite em instalar uma unidade no Brasil, a Strategos foi contratada para traçar o caminho para atingimento desse objetivo e assessorar a matriz e os executivos locais em questões de estratégia e estrutura comercial, financeira, de fabricação e suprimentos, inclusive quanto à análise das opções de construir um empreendimento local ou adquirir empresa aqui existente. A empresa foi implantada com arrendamento das instalações, terceirização da atividade industrial e montagem de equipe própria de vendas, administração e finanças, o que foi operacionalizado sob supervisão e coordenação da Strategos. Tendo atingido a segunda posição no mercado brasileiro em menos de 3 anos de operação, a empresa acabou sendo vendida para investidores locais em função de problemas decorrentes da falência de sua controladora e matriz no exterior.
GESTÃO INTERINA
QUESTÃO:
A subsidiária brasileira de importante conglomerado
americano estava próxima de completar seus 50 anos no país. O
faturamento de cerca de US$ 70 MM deixava substancial resultado
numa empresa sem endividamento nem problemas de caixa. A estratégia
internacional buscava expandir rapidamente as operações, o que só
poderia ser alcançado através de novas aquisições. A solidez
econômico-financeira tinha, em contrapartida, um cenário interno
antiquado, lento e acomodado e em descompasso com as necessidades e
desafios do futuro: precisava haver mudanças em sua estrutura
gerencial e procedimentos administrativos, cultura, processo de
tomada de decisões, política de recursos humanos, habilidade
gerencial, etc. A corporação necessitava passar em realidade por um
processo de "reengenharia".
SOLUÇÃO:
O trabalho inicial da
Strategos foi conduzir a busca, avaliação
e negociação das oportunidades de investimento, o que resultou na
aquisição de 3 empresas de mineração e uma de química fina. Em
paralelo, foi a responsável para sugerir, estruturar e ser o
principal condutor do processo de reengenharia, tarefa executada
através da assunção interina da Vice-Presidência Executiva do grupo
por período de 2 anos. Os principais processos das 18 unidades
industriais, bem como os departamentos de vendas, marketing,
distribuição, pesquisa e desenvolvimento, financeiro, controle,
administrativo e recursos humanos foram analisados, revistos e
ajustados, gerando desligamentos, promoções e substituições de
pessoas, no bojo de ampla mudança organizacional. A estrutura e
estratégia comercial e de marketing foi revista e rejuvenecida,
substituindo-se a visão de produção arraigada numa organização
liderada essencialmente por engenheiros pelo foco mercadológico no
cliente e na visão de custo-benefício. Na execução desse conjunto
de ações, a Strategos foi evidentemente
auxiliada por vários de seus aliados da Orchestra
-Soluções Empresariais.
RESULTADOS:
Em dois anos, os objetivos foram totalmente atingidos. O grupo,
depois das aquisições, atuava em 3 setores distintos, através de 22
unidades operacionais. Três diretores e 8 gerentes de filial foram
substituídos, eliminaram-se dois níveis hierárquicos, novas
políticas de vendas e marketing foram introduzidas, com efeitos
positivos para a imagem da instituição e sua posição no mercado;
novas políticas e procedimentos de recursos humanos vieram junto
com a contratação de um Diretor para a área, além de substancial
esforço feito em treinamento e mudança de cultura,etc. No período,
a companhia foi certificada pela ISO 9000. Como resultado de todo
esse processo, vendas já haviam crescido cerca de 30% e lucros em
40%, tornando a unidade brasileira a mais importante do Grupo,
internacionalmente, suplantando a própria matriz na geração de
resultados.
QUESTÃO:
O maior produtor brasileiro de cutelaria e de tesouras constatava
que o volume de exportação estava limitado em função de seu nível
qualitativo, o que dificultava o acesso a clientes e mercados mais
exigentes em confiabilidade e continuidade de qualidade.
Concomitantemente, embora a exportação para mais de 60 países já
representasse 20% do faturamento, havia o objetivo de ampliá-la
para um patamar de 30%.
SOLUÇÃO:
O diagnóstico e implantação das ferramentas e recursos necessários
a um avanço sólido nos mercados mais exigentes como América do
Norte e Europa foram lideradas pela gestão interina da Diretoria de
Qualidade e, a seguir, de Marketing por um dos profissionais da
equipe da Strategos. Assim, implantou-se
a harmonização dos parâmetros de qualidade; o desenvolvimento e
acompanhamento de fornecedores de matérias primas e materiais
auxiliares com níveis de qualidade confiáveis; o treinamento de
operadores, supervisores e inspetores de qualidade; a estruturação
de uma auditoria de qualidade com simultânea preparação dos quadros
gerenciais.
Equacionadas as questões relativas à qualidade, houve necessidade
de redefinir perfil de clientes, ajustar a linha de produtos para
resistir aos avanços de competitividade do extremo oriente,
desenvolver uma política de marcas e de distribuição.
Distribuidores foram substituídos por filiais próprias nos
principais pólos de consumo - USA e Europa, com foco especial em
produtos de cunho profissional.
RESULTADOS:
Em 24 meses, os níveis de qualidade superaram todos
os parâmetros dos clientes mais exigentes assim como dos
concorrentes. Assegurada a qualidade técnica e de serviço,
inclusive por auditorias de clientes, as negociações passaram a
limitar-se aos termos comerciais suportados por mais agressiva e
eficiente estrutura de vendas. Isto elevou exportação para mais de
30% do faturamento, com maior fidelidade de clientes.
QUESTÃO:
Uma empresa com trinta e cinco anos de existência, vendas mensais
de US$ 2.3 M e 1400 funcionários, perdeu seu líder e maior
acionista. Os sócios remanescentes, a viúva e seu cunhado,
divergiam quanto ao futuro da indústria, criando assim freqüentes
atritos entre eles, bem como entre seus filhos.
SOLUÇÃO:
Chamada para equacionar o problema, a
Strategos sugeriu a cisão da companhia em
duas, na mesma proporção das suas participações acionárias - 60%
para a viúva e 40% para o cunhado. Como a maior parte de
administração original era ligada ao cunhado a empresa principal
cindida ficou acéfala, pois a viúva e seus filhos tinham pouca ou
nenhuma experiência de direção.
Diante disso, a Strategos assumiu
interinamente a gestão da empresa, através de alguns de seus
profissionais que ocuparam a superintendência e diretorias
industrial, comercial e financeira, definindo a nova estrutura
organizacional e procedimentos de gestão e controle.. Uma nova
coleção de inverno foi preparada, a força de vendas totalmente
reformulada, assim como a estratégia de produtos e clientes; os
estoques foram reduzidos, bem como o prazo de atendimento de
pedidos. Estruturou-se a área financeira e instrumentos de
planejamento financeiro e cash-flow foram introduzidos. A dívida de
curto prazo foi parcialmente refinanciada e a outra parte
liquidada. O processo produtivo foi completamente revisado e
racionalizado. O sistema de informações foi reestruturado. Foi dada
ênfase ao mercado de exportação, gerando esforços e ações internas
e externas. Durante todo o processo três filhos e um genro da viúva
ficaram em posições de "assistentes", para treinamento.
RESULTADOS:
Após sete meses de "gestão interina" pelos consultores-executivos
da Strategos, a estrutura estava pronta e
a família assumiu a gestão de seu negócio sem monitoramento, com
uma boa e nova equipe de profissionais sob seu comando, inclusive
um Diretor Superintendente profissional e externo. As receitas da
"nova" empresa cindida alcançaram US$ 2 milhões mensais, com 990
empregados, tendo a venda de confecção aumentado 38% após a cisão.
O faturamento por empregado cresceu 23% no mesmo período em que as
despesas eram reduzidas em 27%. O número de representantes quase
dobrou e uma nova forma de abordar o principal mercado Brasileiro -
São Paulo - foi adotada. As vendas na loja da fábrica
quadruplicaram chegando a US$ 100 mil mensais.
A partir de uma análise de mercado e definição estratégica de importante rede de varejo houve a decisão de implantar um braço financeiro que desse suporte ao financiamento de suas vendas. Os sócios da Strategos lideraram os trabalhos de identificação de instituições passíveis de aquisição, conduziram as negociações e o processo junto ao Banco Central do Brasil. Em seqüência, ocuparam interinamente a direção executiva para desenvolver e implantar toda a estratégia mercadológica e operacional, de captação e aplicação de recursos, bem como para montar a equipe executiva e implantar adequados procedimentos e sistemas. Consolidada a operação, encerrou-se o suporte da Strategos com a contratação de executivos de mercado, alguns dos quais até hoje dirigem o banco.
PROFISSIONALIZAÇÃO / CONSELHO
Empresa brasileira do ramo eletrônico, tinha seu capital social dividido em partes iguais entre 3 irmãos e um amigo, fundadores. As tarefas executivas eram segmentadas entre eles, de acordo com suas habilidades. Um dos irmãos, que liderava pela condução administrativo-financeira, montagem da estratégia geral e representação pública, faleceu inesperadamente. Sentindo-se sem rumo e pretendendo preparar a companhia para ser vendida, os acionistas remanescentes optaram pela total profissionalização no âmbito executivo e pela criação de um Conselho de Administração, tudo respaldado por Acordo de Acionistas que foi costurado na ocasião. A Strategos liderou esse processo, pelo qual se contratou o Diretor Superintendente e, em seqüência, os demais diretores e gerentes, deflagrando-se um processo de consolidação e internacionalização que permitiu dobrar o faturamento, evoluir da 4ª para a 1ª posição no mercado brasileiro, lançar uma segunda marca para atender o mercado popular, montar uma central de suprimentos na Ásia, etc. Paralelamente, tendo se estabelecido na montagem do Conselho 4 vagas para os sócios e uma para um conselheiro independente, a Strategos ocupou a vaga relativa ao sócio falecido, já que seus dois filhos, com pouca idade, experiência e formação estavam impedidos pelo Acordo de Acionistas de assumir a representação do espólio. Em paralelo, cuidou do "coaching" e treinamento da viúva e filhos do sócio falecido. Após 3 anos, quando estes foram considerados aptos para assumir sua própria representação no Conselho, encerrou-se o suporte consultivo. Algum tempo depois, a empresa valorizada foi vendida para a líder mundial do setor.
1. PARA ACIONISTAS
CONSULTIVO / ESTRATÉGICO
QUESTÃO:
Afetada pela recessão brasileira dos anos 80 as vendas
dessa fundição declinavam, enquanto matérias-primas, energia,
mão-de-obra e despesas subiam, especialmente as financeiras,
impulsionadas pelas altas taxas de juros. A companhia estava muito
endividada, com a maioria dos débitos vencendo a curto prazo. A
programação de produção, e conseqüentemente a administração de
estoques, era inadequada e os sistemas de controles financeiros e
gerenciais muito fracos. Os lucros próximos a zero.
SOLUÇÃO:
Um diagnóstico geral pela
Strategos sugeriu várias medidas
organizacionais e operacionais: simplificação e redução da
estrutura organizacional; mudança dos sistemas de controles
gerenciais e contratação de um novo "controller"; adaptação
estrutural e qualitativa da força de vendas e do sistema de
comissões; melhores critérios de previsão de vendas, para permitir
mais precisa programação de produção, de compras e estoques; busca
de oportunidades de exportação; renegociação e dilação de prazo de
débitos bancários.
RESULTADOS:
As medidas acima foram implantadas sob monitoramento
da Strategos. A operação foi
racionalizada, os estoques reduzidos, o número de pessoas
diminuído, a produtividade cresceu, custos e despesas se reduziram
e os lucros voltaram a subir. Passivos foram renegociados e
reduzidos até patamar viável. Exportações passaram a ser quase 10%
das vendas. Esse fortalecimento e ajustes foram vitais para superar
a nova recessão de 1990/91, quando houve a falência ou fechamento
de muitos de seus competidores.
QUESTÃO:
Avaliação geral do quadro da empresa pela
Strategos mostrou vendas estagnadas,
custos crescentes, fluxo-de-caixa negativo numa empresa altamente
endividada, com estrutura de capital desbalanceada e gerando
prejuízos. Incapacidade de honrar compromissos no vencimento
estavam levando à análise de eventual processo de Recuperação
Judicial. Como de hábito, havia inadequada estratégia de vendas e
previsão de faturamento, fraca programação de produção,
ineficientes sistemas de controle gerencial.
SOLUÇÃO:
A Strategos desenhou um conjunto de
ações para reversão do quadro, coordenou e monitorou sua execução.
Diante desse projeto, a companhia foi capitalizada pelos acionistas
com o objetivo de fortalecer e equilibrar a estrutura de capital.
Mudanças foram feitas na linha de produtos, na estrutura de vendas
e no relacionamento com clientes. O Diretor de Marketing e Vendas
foi substituído. Controles gerenciais foram modificados.
RESULTADOS:
Mesmo antes do fim da recessão dos anos 80, as
vendas começaram a reagir, os estoques foram reduzidos. Os custos
de produção e despesas financeiras diminuíram, a empresa voltou a
ser lucrativa e não recorreu à pretensa Recuperação Judicial. A
normalidade da companhia pode ser avaliada na nova recessão do
início dos anos 90, quando a empresa teve fôlego suficiente para
interromper integralmente atividades produtivas por 60 dias sem
quaisquer conseqüências relevantes.
QUESTÃO:
A maior empresa latino-americana produtora de veículos de
transporte de carga e fora-de-estrada, depois da "década dourada de
70" (quando quase todos cresciam e tinham bons lucros), estava
apresentando prejuízos crescentes, tanto na holding, quanto na
maioria de suas 9 subsidiárias. Agora, num cenário de recessão, a
situação se tornara dramática, com um declínio em vendas,
crescimento de custos e despesas, e enormes despesas financeiras
acarretadas por altos juros incidentes sobre um excessivo
endividamento com instituições financeiras. Para piorar, a maioria
desses débitos vencia em prazo menor do que 180 dias.
O acionista majoritário e seus diretores buscavam uma saída.
SOLUÇÃO:
Após uma análise detalhada de todo o grupo, os consultores da
Strategos delinearam um plano estratégico
de recuperação, o chamado "Projeto R". Ele incluía acabar com a
competição entre companhias subsidiárias e coligadas,
especializá-las por linha de produto, introduzir mudanças na rede
de assistência técnica, racionalizar a estrutura organizacional,
centralizar o planejamento, a controladoria e a política
empresarial na holding, renegociar e estender os débitos para com
instituições financeiras, etc. Em resumo, o "Projeto R" tinha o
objetivo de cortar custos e despesas, racionalizar e enxugar a
estrutura, reduzir o número de fábricas e companhias, diminuir a
necessidade de capital de giro, liberar ativos para serem
desimobilizados, enquanto se obtinha extensão de crédito
proporcional à capitalização trazida pelo plano como um todo. Para
viabilizar a execução de todo o plano, diante da pressão
insuportável de credores, foi deflagrado um processo de Recuperação
Judicial.
RESULTADOS:
O "Projeto R" foi implantado na íntegra e com
sucesso. Três fábricas foram desativadas e seus imóveis vendidos.
Estoques, custos e despesas tiveram substanciais reduções.
Controles gerenciais foram uniformizados e postos a funcionar. A
estrutura de capital foi fortalecida. Produção e vendas se
mantiveram estáveis enquanto a força de trabalho foi reduzida 35%
em quantidade e 30% em custo. A recuperação econômica e financeira
trouxe de volta os lucros e a Recuperação Judicial foi liquidada
antes do prazo legal de 2 anos. A holding, como empresa de capital
aberto, voltou à capacidade de lançar ações ao público e reiniciou
seu crescimento, inclusive através de novas subsidiárias em
associação com sócios internacionais, sendo hoje uma das líderes
mundiais no seu setor.
QUESTÃO:
A empresa era a 3ª maior produtora de "master batches" (composição
de resinas e pigmentos para coloração de plásticos) no Brasil. Como
muitas empresas familiares com pouca formação e capacidade
gerencial, tornara-se deficitária e não conseguia reverter a
situação.
SOLUÇÃO:
Analisando o quadro, consultores da
Strategos concluíram que suas causas eram
a falta de um lógico e confiável sistema de custos industriais, a
entrada da empresa no altamente competitivo segmento de pigmentos
brancos, uma má administração financeira e a falta de um ativo
departamento comercial. Como conseqüência, muitos produtos eram
vendidos abaixo dos custos de produção e, às vezes, até abaixo do
custo de matérias-primas! Para orientar os acionistas, nossa equipe
realizou profunda análise de custos englobando os mais de 3.000
produtos da linha, em decorrência do que eliminaram-se os produtos
deficitários, refizeram-se listas de preços inserindo racionais
descontos progressivos por quantidade e introduziram-se prêmios de
comissão por vendas efetivamente lucrativas. Em paralelo,
renegociaram-se condições de preço e prazos de suprimento, bem como
se criou confiável sistema de controle de fluxo-de-caixa.
RESULTADOS:
Em menos de 15 dias, promoveu-se um forte reajuste
de preços no mercado de pigmentos brancos, acompanhado pelos
competidores desse mercado oligopolizado. No segmento de pigmentos
coloridos, onde a empresa era líder, também se aumentou preços para
patamares compatíveis de rentabilidade. Em menos de 3 meses, essas
medidas auxiliadas por melhores condições dos fornecedores,
reverteram o fluxo-de-caixa negativo e os prejuízos
operacionais.
GESTÃO INTERINA
QUESTÃO:
Uma cadeia brasileira de 5 hotéis apresentava vários
problemas causados por procedimentos e controles inadequados nas
áreas financeira, administrativa, suprimento e estoques.
SOLUÇÃO:
Através de um processo de gestão interina por um dos
sócios da Strategos, no período de 6
meses se coordenou o desenvolvimento e implantou novos sistemas
computadorizados e integrados de controle financeiro e gerencial,
reestruturou procedimentos administrativos, treinou pessoas e
contratou novos gerentes. Todas as atividades relativas a
suprimentos foram reorganizadas, compras e estoques de itens
relevantes centralizados e o abastecimento dos hotéis submetido à
racionalização e controle.
RESULTADOS:
O pessoal administrativo e de controle foi diminuído
em 50%, estoques caíram 30% no almoxarifado central e 80%
individualmente em cada hotel. Vinte por cento, representado por
itens fora de uso, foram vendidos. Ordens de compra foram reduzidas
em 35% e a necessidade de espaço de estocagem se tornou 45%
menor.
GESTÃO INTERINA PARA DESINVESTIMENTO
QUESTÃO:
A segunda mais importante empresa de venda de serviços de
informações econômicas e financeiras via satélite no Brasil,
necessitava uma total reorganização administrativa, financeira,
contábil e de controladoria, para torná-la vendável, visto que seus
acionistas haviam decidido sair do negócio, por não se inserir mais
em sua estratégia de investimentos. Nessa ocasião, seus sócios
estavam dispostos a alienar a companhia por US$ 1 milhão.
SOLUÇÃO:
Em 2 meses, a gestão interina da
Strategos desenvolveu e introduziu novos
procedimentos administrativos e financeiros e controles gerenciais,
um faturamento centralizado e eletrônico, estatísticas e controles
de vendas, contratou novo gerente e substituiu 75% do pessoal
administrativo. Implantou-se a auditoria e a contabilidade foi
terceirizada.
RESULTADOS:
O número de funcionários foi reduzido em 30%, a
companhia passou a ter critérios de controle e se tornou lucrativa,
com substancial valorização, já que foi vendida 18 meses depois por
cerca de US$ 3 MM, ou seja, com uma valorização de 3 vezes em
relação ao momento de contratação da
Strategos.
QUESTÃO:
Após anos de má gestão, queda de 80% nas vendas,
grandes problemas financeiros, e constantes conflitos com os 450
empregados, o maior acionista dessa indústria eletrônica em
recuperação judicial pediu ajuda à
Strategos para que esta identificasse
investidor disposto a adquirir a empresa apenas pela assunção de
seu passivo. O quadro incluía falta de crédito junto a fornecedores
e bancos, ausência de planejamento de produção, altos estoques de
materiais obsoletos, operários com uma moral muito baixa, salários
com meses de atraso, freqüentes furtos de itens com grande valor
unitário e baixa produtividade devido a constantes quebras de
equipamentos mal conservados. O sindicato dos metalúrgicos mantinha
formalmente o controle da tesouraria. A equipe de vendas estava
completamente desarticulada, perdendo a maioria das concorrências
por conflitos com a área produtiva e pelos atrasos de entregas. O
desenvolvimento de novos produtos era pobre e sua introdução no
mercado era desprovida das normais técnicas de estudo e pesquisa.
Os dois filhos do proprietário estavam na administração, mas o pai
interferia com grande freqüência e divergência de opiniões. A
contabilidade estava quatro meses em atraso e o sistema de
informações gerenciais um perfeito caos.
SOLUÇÃO:
Diante desse quadro, era evidente a inviabilidade de
venda da empresa antes de sua reestruturação e recuperação. Assim,
Strategos sugeriu e foi contratada para
essa tarefa, na qualidade de "gestora interina" plenipotenciária.
Um plano estratégico de recuperação foi definido com o suporte
também de outros aliados da Orchestra - Soluções
Empresariais, o qual incluiu o imediato afastamento
do controlador e filhos das funções executivas, passando ele a ser
Presidente do criado Conselho de Administração. A estrutura foi
simplificada e 250 pessoas de todos os níveis foram dispensadas, de
forma pioneira no Brasil, com indenizações pagas a prazo.
Reverteu-se a presença interna do sindicato e implantou-se rígido
controle de gastos. Uma nova estrutura comercial foi formada,
operando com nova tabela de preços, juntamente com um corte
drástico de 60% na linha de produtos. O processo de fabricação foi
redesenhado acarretando substancial redução de estoques, sendo que
os obsoletos foram liquidados. Produção e vendas passaram a atuar
de forma coordenada e medidas de controle foram introduzidas ou
reforçadas. Os procedimentos de cobrança foram revisados, bem como
todas as operações bancárias, deflagrando-se, inclusive, um
relevante processo indenizatório contra uma instituição financeira
para recebimento de não-creditados juros sobre aplicações
financeiras.
RESULTADOS:
Após 14 meses de "gestão interina" pela equipe da
Strategos, a empresa voltou ao comando de
seu acionista controlador, na condição de líder de mercado no seu
setor, com vendas quadruplicadas, apenas 197 empregados, empenho e
moral de trabalho elevada, crédito com fornecedores, sem dívida
bancária, sem greves e com um fluxo de caixa positivo. Logo a
seguir o processo de recuperação judicial foi encerrado e a empresa
vendida para um grupo de investidores por US$ 4 MM mais a assunção
dos passivos remanescentes, uma substancial valorização em relação
ao "valor zero", reconhecido por escrito pelo acionista controlador
por ocasião do envolvimento da Strategos.
QUESTÃO:
Centenária companhia de capital aberto, de controle familiar,
fabricante de produtos embutidos de carne apresentava um quadro
econômico-financeiro grave, com alto endividamento, prejuízo e
geração negativa de caixa. A liderança executiva cabia a dois dos 4
acionistas controladores, havendo entre os diretores histórica
divergência de métodos, processos e formas. Pela idade avançada de
3 dos sócios, a condição de espólio do quarto e a ausência de
herdeiros com capacidade para suceder a gestão, havia o interesse e
necessidade coletiva de venda da empresa. Seu quadro, entretanto,
afastava totalmente a possibilidade de se identificar potencial
investidor. A Strategos foi chamada a
montar uma solução para o caso.
SOLUÇÃO:
A análise da situação feita pela equipe da Strategos identificou
erros estratégicos, operacionais, comerciais, presença de produtos
deficitários, deficiências de informações, ineficácia do Conselho
de Administração, etc., sendo que na origem de tudo estava a
dissintonia entre os dois sócios-diretores. Assim, como primeira
medida corretiva, a partir de acordo costurado entre 3 dos
acionistas, realizou-se uma assembléia geral que modificou
radicalmente o Conselho de Administração reduzindo-o de 6 para 3
membros, passando a ser composto por um acionista e mais dois
conselheiros independentes, sendo um o "leading partner" da
Strategos e o outro um advogado conhecido
e de confiança da família.
A este Conselho majoritariamente profissional coube a tarefa
estatutária de eleger nova diretoria, da qual foram excluídos todos
os sócios e filhos, com exceção de um da nova geração, avaliado
como qualificado e apto. A liderança executiva foi assumida por
gestor interino integrante da equipe da
Strategos.
Com esta nova estrutura de Governança Corporativa e gestão - sem a
inércia e indefinição causadas pelas divergências anteriores - foi
possível implantar uma radical mudança de rumo que incluiu:
Desverticalização da operação,
através da desativação do abatedouro;
Conseqüente desativação e venda da fazenda de suprimento de
matéria-prima;
Terceirização da atividade de transporte e distribuição, com
transferência de funcionários e venda de veículos, instalações,
estoques, posto de abastecimento, etc.;
Venda de ativos desnecessários e não-operacionais (imóveis,
terrenos), quer através de venda direta ou de loteamento
residencial;
Reposicionamento da marca, com eliminação de vários produtos
deficitários e o lançamento de novos, diferenciados, de maior
margem;
Reestruturação comercial, com ampliação e desconcentração de
clientes, remodelagem da equipe de vendas e mudança do processo e
canais de comunicação;
Implantação de novos e modernos instrumentos de planejamento,
controle e registro de informações, gestão de pessoas, etc.
RESULTADOS:
A nova governança e gestão permitiram que o passivo
fosse renegociado para prazos compatíveis com a capacidade de
pagamento decorrente de um fluxo de caixa positivo gerado pelo
conjunto de ações corretivas. Os recursos gerados pelas
desimobilizações de ativos foram usados para modernização de
equipamentos, expansão da capacidade, pesquisa e desenvolvimento de
produtos, comunicação estratégica, etc. A recuperação da empresa
foi reconhecida por prêmios de marketing, qualidade, etc., e
permitiu que a mesma fosse adquirida por uma das líderes do setor
no Brasil, com grande benefício e retorno aos seus acionistas,
atingindo-se, assim, plenamente o seu objetivo primeiro e
maior.
GESTÃO INTERINA + PROFISSIONALIZAÇÃO / CONSELHO
QUESTÃO:
Um dos maiores produtores brasileiros de latas, com
vendas de mais de US$ 100 milhões/ano e 12 fábricas apresentava um
quadro econômico-financeiro muito debilitado pouco antes de se
iniciar a grave recessão de 1990/91 no país. O seu presidente (e
acionista controlador) apenas culpava os bancos e o nível das taxas
de juros pelos problemas da companhia.
SOLUÇÃO:
A análise e diagnóstico encomendado à
Strategos apontou para outras causas
reais das dificuldades: falta de adequado sistema de informações
gerenciais; a política e previsão de vendas deixavam a desejar; a
programação de produção era ineficiente, conseqüentemente
acumulando estoques, sem um controle satisfatório; a companhia
estava super-imobilizada em terrenos, prédios e equipamentos,
tornando impossível remunerar adequadamente o investimento; a
operação industrial era ineficiente e a produtividade baixa; havia
pessoal em excesso e desmotivado; alguns dos gerentes e diretores
não eram capacitados para suas funções, incluindo o presidente (e
acionista controlador). Prescreveu-se um conjunto de medidas
estratégicas, organizacionais, mercadológicas, financeiras e de
controladoria com o intuito de reverter a situação.
RESULTADOS:
Estas medidas preconizadas foram implantadas com monitoramento
pela Strategos e participação de outros
aliados da Orchestra - Soluções
Empresariais. Um CEO de alta qualificação e
experiência foi contratado no mercado, enquanto o acionista
controlador restringiu sua atividade a de presidente do criado
Conselho de Administração. Novos diretores foram contratados para
as áreas de produção, de suprimentos e financeiro-administrativa;
um sistema de controle gerencial foi desenvolvido; os débitos
bancários foram re-escalonados para médio e longo prazo e uma
operação de "sale-and-lease back" foi feita com as instalações de
uma subsidiária; a estrutura organizacional e o número de
empregados foram enxugados, os estoques diminuídos e controlados, o
que reduziu custos e despesas. A companhia, que estava
desaparecendo em fins de 1990, não apenas sobreviveu, mas
recuperou-se plenamente, sendo posteriormente vendida para um
concorrente.
QUESTÃO:
Uma das mais tradicionais produtoras e montadoras de caldeiraria e
mecânica pesada havia sido vendida pelo seu controlador
internacional a um grupo familiar privado brasileiro. Após 8 anos,
os novos acionistas não haviam conseguido reverter o quadro
deficitário herdado dos antigos proprietários e acumulavam um
prejuízo acima de US$ 20 milhões. Cansados de tentar a reversão com
4 sucessivos Diretores Superintendentes pinçados de dentro do
próprio grupo, resolveram buscar auxílio externo.
SOLUÇÃO:
Uma equipe de consultores-executivos da
Strategos realizou amplo e abrangente
diagnóstico da empresa envolvendo a área industrial, comercial,
orçamentos, administrativo-financeira e recursos humanos.
Detectaram-se os seguintes erros principais: a) falta de um
direcionamento estratégico para tipos de concorrências e obras onde
a empresa poderia ser mais competitiva; b) ingerência política e
operacional por parte da holding controladora em ramo que não
dominava; c) conseqüente imposição, pela holding, de sistema
contábil e de informações gerenciais incompatível com a necessidade
de controle requerido pela controlada; d) concentração comercial em
obras da Petrobrás, de alta concorrência e baixa margem; e) erros
de orçamentação, acarretando vitórias em licitações sob condições
intrinsecamente deficitárias; f) inexistência de uma máquina
comercial ativa, limitando-se o esforço a cuidar editais de
concorrência da Petrobrás; g) alguma "gordura" organizacional; h)
uma série de deficiências de controle nas obras, tanto de materiais
quanto de mão-de-obra, acarretando perdas e custos não
reembolsáveis. Um dos sócios da Strategos
assumiu interinamente a Superintendência da empresa para, auxiliado
por outros membros da equipe bem como de alguns aliados da
Orchestra - Soluções Empresariais,
implantar as medidas que corrigissem as deficiências.
RESULTADOS:
Substituiu-se o Diretor de Operações e o Contador. Remanejou-se
alguns gerentes para aproveitamento de suas melhores
potencialidades, contratou-se novo gerente industrial e definiu-se
atribuições e responsabilidades dentro de um novo organograma.
Renegociaram-se contratos existentes e se revisaram internamente
suas premissas técnicas, revertendo a condição deficitária de
todos. Novos parâmetros para informações gerenciais e contábeis
foram introduzidos. O departamento comercial foi ativado,
direcionando os esforços para obras privadas e menores, obtendo
dessa forma diversificação de clientes e obras em condições
lucrativas. Após 4 meses de atuação da
Strategos, a empresa já revertera sua
situação passando a ser doadora de recursos para a holding. Após 6
meses, a Divisão Industrial, agora avaliada como unidade de
negócios, apresentou um histórico primeiro resultado positivo. Após
10 meses e com uma carteira de novos contratos assinados de quase
US$ 17 milhões e mais de US$ 30 milhões em concorrência, a gestão
foi reassumida pela holding controladora.
QUESTÃO:
Tradicional produtora de revestimentos cerâmicos para construção
civil, após meio século de crescimento e resultados muito positivos
que inclusive geraram a criação de várias subsidiárias e coligadas,
passou à condição de deficitária, exaurindo gradativamente as
reservas acumuladas. As 4 famílias que, com 25% cada, detinham o
capital social eram representadas por 8 sócios, todos diretores,
cada um responsável por determinado segmento na empresa: 2 eram
fundadores e os outros 6 eram filhos e genro de fundadores, sendo
as funções consideradas hereditárias. As soluções gerenciais que
sempre haviam funcionado, já não surtiam efeito, e muitas decisões
vitais eram postergadas por indefinição originada de um
posicionamento conflituoso de 50/50 decorrentes de acordos
internos. Buscando uma saída, os acionistas contrataram a
Strategos para o desenho de uma
solução.
SOLUÇÃO:
Após amplo diagnóstico realizado por nossa equipe de
consultores-executivos seniores para identificar os problemas
existentes e suas causas, elaborou-se um plano geral de ação que
visava essencialmente: 1) adequar a capacidade gerencial,
profissionalizando sua gestão; 2) criar um Conselho de
Administração onde os acionistas estariam devidamente
representados; 3) reformular integralmente, fortalecer e dinamizar
a área comercial; 4) racionalizar e diminuir a linha de produtos,
visando redução de custos, pessoal, estoques, etc; 5) melhorar a
performance no lado industrial, reduzindo defeitos, aumentando a
eficiência, automatizando alguns processos manuais; 6) criar área
de Recursos Humanos, até então inexistente; e 7) dar foco aos
investimentos do grupo, eliminando os não relevantes. Todas essas
ações foram deflagradas, sob o comando de uma criada
Superintendência, interinamente ocupada por um dos sócios da
Strategos e auxiliado nas tarefas de
reestruturação por diversos consultores da equipe e outros membros
daOrchestra - Soluções Empresariais,
inclusive um psicólogo especializado na condução de processos de
mudança comportamental.
RESULTADOS:
Após 12 meses, encerrou-se a participação da
Strategos, com a empresa posicionada para
a volta à liderança de mercado, deixando-se na Superintendência um
executivo contratado no mercado, comandando uma estrutura
organizacional mais enxuta e profissionalizada de onde os
acionistas se retiraram, tudo sob a orientação de um Conselho de
Administração onde passaram a estar representados. Duas
subsidiárias foram liquidadas e uma coligada vendida, além de se
iniciar o processo de venda de alguns imóveis não operacionais.
Alterou-se o nome da empresa e modernizou-se sua logomarca, tudo no
bojo de ampla reformulação comercial, que envolveu também aspectos
industriais que melhoraram em especial o padrão de qualidade.
Reverteu-se a estagnação das vendas, num mercado imobiliário sem
expansão e os resultados voltaram. Cultura e procedimentos foram
definitivamente modificados. A companhia tornou-se até hoje um
referencial no setor.
QUESTÃO:
Empresa produtora de filmes plásticos e geo-membranas era
administrada pelo fundador - um self made man que imigrou para o
Brasil há cerca de 40 anos - agora já em idade avançada, em
conjunto com sua filha e genro. As diferenças de formação, de idade
e estilo gerencial geravam enormes atritos, acarretando deteriorado
clima familiar e prejudicando a empresa a ponto de torná-la
altamente deficitária, com vendas declinantes e tendo credores de
um alto endividamento batendo à porta e ameaçando a execução das
dívidas. Um especialista em compra e venda de empresas foi chamado
para vender a companhia e terminar com o dilema, mas os esforços
foram infrutíferos em função de sua situação. A família buscou
ajuda na Strategos.
SOLUÇÃO:
Diagnóstico geral realizado por nossa equipe identificou
deficiências de várias naturezas, decorrentes tanto de
incapacidades gerenciais da família quanto de conflitos de
interesses na condução dos negócios. Todos os familiares se
retiraram da gestão que foi interinamente assumida por
consultor-executivo da Strategos, a qual
através de seu sócio também passou a liderar e integrar um Conselho
Consultivo do qual faziam parte o fundador e sua filha. Advogados
aliados da Orchestra - Soluções
Empresariais foram trazidos para suporte na
renegociação de passivos comerciais, cíveis e fiscais ou para o
questionamento ou a revisional dos mesmos, enquanto a contabilidade
passou a ser terceirizada através de outra aliança especializada.
Alguns executivos foram substituídos, a estrutura de vendas
modificada e reforçada. Os recursos para viabilizar o turnaround
foram gerados através da cisão da companhia em duas e a venda de
uma delas para uma concorrente internacional italiana.
RESULTADOS:
Após 18 meses, com a companhia equilibrada e o faturamento
duplicado, encerrou-se a participação da
Strategos, deixando em seu lugar
profissional identificado e selecionado no mercado para a condução
geral do negócio, em caráter permanente.
QUESTÃO:
Sediada no sul do Brasil, empresa familiar na terceira geração,
produtora e exportadora de artigos beneficiados de madeira para a
construção civil, proprietária de enormes reservas florestais,
modernamente florestadas e manejadas, apresentava deficiente
operação na sua única unidade e prejuízo, tendo um passivo de R$
110 milhões (igual a suas vendas anuais) impagável apenas com o
resultado das operações. Dirigida por 4 dos sócios, faltava-lhes
capacidade analítica e gerencial, estratégia, unidade de propósitos
e de ação. De forma desordenada, mas enfática, os outros 120
herdeiros-sócios cobravam performance e muitos exigiam a
substituição da diretoria. Em síntese, a situação
econômico-financeira era péssima e o clima societário
litigioso.
SOLUÇÃO:
Após diagnóstico realizado pela
Strategos, implantou-se solução que
envolveu também outros aliados da Orchestra - Soluções
Empresariais, constituída essencialmente de:
Retirada dos acionistas das funções
executivas;
Assunção da Superintendência por profissional da
Strategos;
Avaliação de todo o quadro gerencial, com substituição dos
considerados inaptos;
Revisão e remodelagem da estrutura e política comercial, com
abertura de novos mercados exportadores;
Revisão e reestruturação do sistema de planejamento operacional e
de registro, contabilização e controle de atos e fatos da
empresa;
Deflagração de um formal processo de planejamento
estratégico;
Expansão da capacidade industrial;
Renegociação do passivo, consensual e amistosa onde possível e
revisional jurídica onde necessária.
Implantação de Conselho de Administração, sob a presidência de
sócio da Strategos, sendo membros mais 3
ex-sócios diretores da empresa e 1 conselheiro independente.
Substituição da auditoria externa independente.
Formalização de Acordo de Acionistas.
RESULTADOS:
No período de 3 anos, em decorrência de compra de
uma concorrente e o arrendamento de outras duas instalações, a
empresa estava operando com um total de 4 unidades. Seu faturamento
havia dobrado e suas exportações se diversificado para outros
continentes que não o americano. O passivo bancário foi reduzido de
R$ 110 MM para R$ 20 MM, para liquidação em 48 meses.
Reuniões semestrais com todos os acionistas e trimestrais com os
representantes de cada família, respaldadas por Acordo de
Acionistas firmado, a viabilização de liquidez para alguns
minoritários que desejavam sair da sociedade e a recuperação da
companhia trouxeram de volta a necessária harmonia societária e
familiar. A Strategos e seus
profissionais encerraram sua presença, tendo a direção executiva
voltado a ser exercida por sócios da companhia, agora de forma
profissionalmente escolhida e estruturada.
GESTÃO INTERINA + RECUPERAÇÃO JUDICIAL
QUESTÃO:
Após anos de má gestão, queda de 80% nas vendas, grandes problemas
financeiros, e constantes conflitos com os 450 empregados, o maior
acionista dessa indústria eletrônica em recuperação judicial pediu
ajuda à Strategos para que esta
identificasse investidor disposto a adquirir a empresa apenas pela
assunção de seu passivo. O quadro incluía falta de crédito junto a
fornecedores e bancos, ausência de planejamento de produção, altos
estoques de materiais obsoletos, operários com uma moral muito
baixa, salários com meses de atraso, freqüentes furtos de itens com
grande valor unitário e baixa produtividade devido a constantes
quebras de equipamentos mal conservados. O sindicato dos
metalúrgicos mantinha formalmente o controle da tesouraria. A
equipe de vendas estava completamente desarticulada, perdendo a
maioria das concorrências por conflitos com a área produtiva e
pelos atrasos de entregas. O desenvolvimento de novos produtos era
pobre e sua introdução no mercado era desprovida das normais
técnicas de estudo e pesquisa. Os dois filhos do proprietário
estavam na administração, mas o pai interferia com grande
freqüência e divergência de opiniões. A contabilidade estava quatro
meses em atraso e o sistema de informações gerenciais um perfeito
caos.
SOLUÇÃO:
Diante desse quadro, era evidente a inviabilidade de venda da
empresa antes de sua reestruturação e recuperação. Assim,
Strategos sugeriu e foi contratada para
essa tarefa, na qualidade de "gestora interina" plenipotenciária.
Um plano estratégico de recuperação foi definido com o suporte
também de outros aliados da Orchestra - Soluções
Empresariais, o qual incluiu o imediato afastamento
do controlador e filhos das funções executivas, passando ele a ser
Presidente do criado Conselho de Administração. A estrutura foi
simplificada e 250 pessoas de todos os níveis foram dispensadas, de
forma pioneira no Brasil, com indenizações pagas a prazo.
Reverteu-se a presença interna do sindicato e implantou-se rígido
controle de gastos. Uma nova estrutura comercial foi formada,
operando com nova tabela de preços, juntamente com um corte
drástico de 60% na linha de produtos. O processo de fabricação foi
redesenhado acarretando substancial redução de estoques, sendo que
os obsoletos foram liquidados. Produção e vendas passaram a atuar
de forma coordenada e medidas de controle foram introduzidas ou
reforçadas. Os procedimentos de cobrança foram revisados, bem como
todas as operações bancárias, deflagrando-se, inclusive, um
relevante processo indenizatório contra uma instituição financeira
para recebimento de não-creditados juros sobre aplicações
financeiras.
RESULTADOS:
Após 14 meses de "gestão interina" pela equipe da
Strategos, a empresa voltou ao comando de
seu acionista controlador, na condição de líder de mercado no seu
setor, com vendas quadruplicadas, apenas 197 empregados, empenho e
moral de trabalho elevada, crédito com fornecedores, sem dívida
bancária, sem greves e com um fluxo de caixa positivo. Logo a
seguir o processo de recuperação judicial foi encerrado e a empresa
vendida para um grupo de investidores por US$ 4 MM mais a assunção
dos passivos remanescentes, uma substancial valorização em relação
ao "valor zero", reconhecido por escrito pelo acionista controlador
por ocasião do envolvimento da
Strategos.
2. PARA CREDORES
GESTÃO INTERINA
QUESTÃO:
Antiga e mais importante fábrica de embalagens de papel, de
controle e gestão familiar, estava numa situação financeira muito
delicada: dívidas altas, despesas financeiras crescentes, prejuízo
operacional, etc. Uma instituição financeira credora se viu numa
posição de alto risco: era, de longe, a credora maior, em montante
alto para seu porte, e a maioria de seus créditos tinham sido
concedidos sem garantia ("clean") ou estavam inadequadamente
garantidos. Uma recuperação judicial ou mesmo falência eram muito
prováveis, o que evidentemente traria enormes problemas ao
banco.
SOLUÇÃO:
A Strategos contratada, pelo banco e
pelos acionistas, primeiramente buscou diagnosticar a real situação
da empresa, determinar a possibilidade de sua sobrevivência e
especificar as ações gerenciais e organizacionais que se impunham
para que isso fosse viabilizado. Detectou-se ainda haver condições
de recuperação, desde que se atacassem drástica e imediatamente as
causas dos problemas financeiros, incluindo-se o afastamento dos
proprietários da gestão, permitindo dessa forma medidas corretivas
nas áreas industrial, comercial, administrativa e financeira. Em
continuidade, dois de nossos consultores assumiram, interinamente,
a gestão da empresa pelo prazo de 6 meses, passando a implantar as
ações recomendadas e aprovadas. Respaldado pela garantia da
presença e ação da Strategos, o banco
credor serviu de suporte para obtenção e ampliação de crédito junto
a fornecedores, permitindo, assim o aumento de produção e
faturamento. Qualidade e prazos voltaram a ser atendidos, trazendo
de volta tradicionais e importantes clientes. Pagamentos em atraso
começaram a ser regularizados. Paralelamente a essas ações de
sobrevivência, iniciaram-se contatos na tentativa de vender uma das
unidades industriais (que estava desativada há dois anos),
objetivando capitalizar a companhia e reduzir seu
endividamento.
RESULTADOS:
Encerrado o contrato de gestão interina, após 6 meses, o
principal objetivo do banco havia sido plenamente atendido:
com uma operação mais eficiente e um aumento de 100% em vendas,
assegurou-se a sobrevivência da empresa, por tempo suficiente para
que o banco respaldasse adequadamente seus créditos com garantias
reais, além de se haver reduzido a exposição do banco em cerca de
25%. Embora a venda da unidade industrial não tenha sido
concluída nesse prazo, tratativas com potenciais compradores
continuaram após o encerramento do contrato da
Strategos e a devolução da gestão aos
proprietários, com anuência do banco.
QUESTÃO:
Duas empresas multinacionais produtoras de polietileno eram
fornecedoras e credoras de uma fabricante de filmes e sacos
plásticos que acabara de entrar em processo de recuperação
judicial. Sua administração era muito deficiente, liderada pelo
fundador e controlador. Na época, as duas companhias detinham o
duopólio de suprimento dessa principal e vital matéria-prima, de
forma que estavam diante do dilema de a) continuar a fornecer
ampliando os valores a receber com grande probabilidade de também
se tornarem incobráveis, ou b) cortar fornecimento, acarretando a
parada da cliente em recuperação e eliminando a possibilidade de
receber os atrasados.
SOLUÇÃO:
A Strategos foi chamada
pelas duas supridoras para, em seu nome e à custa da recuperanda,
assumir a gestão da mesma, condicionando o fornecimento de
matéria-prima a esta gestão interina profissionalizada. Colocada a
empresa sob o comando geral de um dos consultores-executivos da
Strategos, os pedidos de polietileno eram
feitos diretamente por ele, com base em vendas específicas e
confirmadas. O fornecimento "just in time" para uma produção de
ciclo curtíssimo significava gerar faturamento e duplicatas em
cerca de 24 horas. Títulos endossados eram então imediatamente
utilizados para pagamento da matéria-prima de origem, acrescidos de
um percentual para abatimento da dívida anterior existente.
RESULTADOS:
Decorridos 12 meses, o acionista controlador optou por voltar ao
comando da gestão, o que significou o término do contrato com a
Strategos e, em conseqüência, o não
fornecimento de matéria-prima. Pouco depois, foi decretada a
falência e encerramento de atividades da recuperanda. Nesse
momento, entretanto, os créditos das fornecedoras já haviam sido
reduzidos em cerca de 70% em relação ao momento de assunção pela
Strategos.
3. PARA INVESTIDORES
GESTÃO INTERINA
QUESTÃO:
Uma importante produtora de artigos de cama-e-mesa,
originalmente de controle e administração familiar, depois de estar
concordatária na primeira metade da década de 80, foi absorvida por
instituições financeiras e, mais tarde, vendida a um empresário do
ramo, mantendo sua condição de capital aberto. Apesar de ter tido
sucesso nos seus 30 anos de Brasil, o novo controlador não tinha
nenhuma educação formal em economia, administração, negócios ou
ciências correlatas. A grande depressão iniciada em 1990 deixou-o
perdido e o fez procurar outros investidores que pudessem
capitalizar a empresa e assumir a liderança de sua gestão.
SOLUÇÃO:
A Strategos assessorou esses
investidores na análise e diagnóstico da alternativa de
investimento e conduziu a transação pela qual adquiriram 40% da
empresa. A partir daí, a equipe da
Strategos foi contratada como "gestora
interina" para liderar o processo de recuperação e
profissionalização da companhia.
RESULTADOS:
Toda a equipe executiva foi trocada, ocupando-se as
posições executivas da Presidência, das diretorias Industrial,
Comercial, Administrativa-Financeira e Marketing, além da
participação no Conselho de Administração. Completou-se a
construção de uma nova unidade industrial para receber equipamento
transferido de uma antiga, que precisava ser desocupada e
demolida.
Durante 18 meses, embora sob o pior quadro recessivo da história
brasileira, a companhia sobreviveu graças a uma melhor gestão de
estoques, cortes em custos e despesas, uma redução de 45% em
mão-de-obra, a introdução de adequados controles contábeis e de
custos, a completa troca da linha de produtos e, por decorrência,
da política e estratégia de marketing e vendas. Esta troca se fez
utilizando apenas equipamentos já existentes. Com eles, a empresa,
antes tradicional produtora de artigos de cama-e-mesa, tornou-se
supridora de fios, malhas, tecidos de algodão e poliester de uso
geral e prestadora de serviços de acabamento e estamparia para
terceiros, usando sua capacidade ociosa -. Iniciou-se a
transformação das 3 fábricas em "unidades de negócios".
Introduziu-se a ênfase na qualidade e os produtos recuperaram a
imagem de um dos melhores do país, situando-se no patamar mais alto
de preço entre competidores. O endividamento bancário foi reduzido
pela metade e o conceito creditício recuperado. Exportações para
diversos países passaram a contrabalançar a fraqueza do mercado
local.
Dentro desse novo quadro, após dois anos, encerrou-se o processo
de gestão interina, com a retirada dos profissionais da
Strategos e a reassunção da Presidência
pelos acionistas controladores com a empresa re-equilibrada.
QUESTÃO:
O maior produtor brasileiro de carbonato de cálcio
era uma empresa controlada pelos descendentes de duas famílias. A
administração estava nas mãos de alguns dos acionistas, e de alguns
grupos de empregados mais antigos e dedicados. As duas plantas
existentes eram bem equipadas e administradas, ao contrário de
outras áreas da empresa, onde conflitos de interesses, de pontos de
vista, de visão de mercado e estratégia entre os membros da
administração causavam um total descontrole. A empresa de 600
funcionários e 20 milhões de dólares em vendas anuais não
apresentava lucros, os controles financeiros eram fracos, os
sistemas de informação inadequados, a equipe de vendas não agia em
defesa dos melhores interesses da empresa e havia inclusive desvio
de recursos.
SOLUÇÃO:
Após meses de negociação, um grande grupo
multinacional adquiriu 100% das ações da empresa. Além da
assessoria que havia prestado ao grupo comprador durante o processo
de compra, a Strategos foi encarregada,
através de um de seus sócios a assumir, em caráter interino, a
Superintendência da empresa adquirida. O objetivo era reorganizar a
companhia e adequá-la à estrutura do novo grupo controlador, sua
cultura e seus métodos, implantando novos sistemas e controles,
executando as demissões cabíveis em todos os níveis, tomar medidas
para recuperar os recursos desviados e transferir a sede para a
capital de outro estado, onde estava baseada a empresa
compradora.
RESULTADOS:
Ao final de cinco meses todos os objetivos haviam
sido atingidos, a transferência realizada, novos sistemas e
controles implantados, as demissões realizadas, mais de 500 mil
dólares foram recuperados de contas no exterior e em clientes, um
corte de pessoal de 10% havia sido feito e a companhia atingira um
nível de 2 milhões de dólares anuais de lucro líquido. A gestão foi
então integrada no grupo comprador encerrando-se a interinidade
exercida pela Strategos.
